Ferramentas Pessoais
Você está aqui: Entrada Blog NossaCultura Blog NossaCultura Visita ao Museu Nacional de Arte Antiga

Visita ao Museu Nacional de Arte Antiga

Up to Blog NossaCultura

Visita ao Museu Nacional de Arte Antiga

Posted by Cristina Pires at August 16. 2010

Os símbolos são um ancestral legado da humanidade. Os símbolos são singulares: estão lá, mas é fácil não os ver, um mesmo símbolo apresenta-se trabalhado em múltiplas formas, para uma mesma essência, são generosos nas mensagens despoletadas.

O nosso Mestre é um estudioso da simbologia nas diversas Civilizações e transmite esse conhecimento aos seus discípulos, convida e sugere visitas a museus, igrejas ou a locais na natureza para “lermos” o símbolo no seu contexto, já que um símbolo tanto figura com simplicidade numa rocha solitária, como numa obra-prima.

No Museu Nacional de Arte Antiga, inserido na temática “Primitivos Portugueses (1450-1550) - o século de Nuno Gonçalves” encontram-se os Painéis de São Vicente, obra de referência deste museu.

Eis o que o Mestre João Camacho sugeriu que observássemos neste quadro:

É conhecido como os painéis de São Vicente de Fora. Todavia, o seu nome é, em rigor, Retábulo da investidura da nação pelo Espírito Santo. Apenas referirei, brevemente, um dos painéis. Esse é o painel da Iniciação dos Cavaleiros, apesar de ser conhecido como o painel do Arcebispo. Poderão nele observar que o iniciador, em pé tem uma vara dourada (símbolo do poder esotérico), assim como, um livro fechado, símbolo do conhecimento hermético. O cavaleiro ajoelhado transporta uma lança, símbolo de Lancelot – o rapaz da lança - mas também de Parsifal, o mais puro de todos os cavaleiros da Távola Redonda. O que, no fim, consegue a lança que dá a vida. Na parte de baixo do quadro encontra-se uma corda, símbolo de uma corrente, neste caso a que une os iniciados, a que une os cavaleiros – monges guerreiros. Mas, o que mais surpreende, é que, também neste quadro, encontramos o laço de Ísis. Vejam no braço do cavaleiro ajoelhado, um cordel a envolver-lhe o braço e a formar um nó – o laço de Ísis. Este laço tem um profundo significado. É um símbolo da energia primordial que une todas as coisas. Mas também remete para a memória do esforço de Ísis em reunir todos os pedaços do corpo do seu amado Osíris. Como creio que já vos referi, Osíris teve o corpo retalhado e os vários pedaços do seu corpo espalhados por todo o Egipto, para que não se pudesse recompor e ressuscitar. Este laço simboliza também o caminho a percorrer pelo ser humano para transcender a condição humana. Chevalier e Gheerbrant, no livro Dicionário dos Símbolos, referem, acerca de Ísis, o seguinte:

Efectivamente, tanto no Médio Oriente, como na Grécia e em Roma, e em toda a bacia mediterrânica, Ísis foi adorada como a deusa suprema e universal. (...) em todos os círculos esotéricos ela é considerada como a Iniciadora, aquela que detém o segredo da vida, da morte e da ressurreição. A cruz asnada (ankh) ou o nó de Ísis são os símbolos dos seus poderes infinitos. Nas religiões mistéricas dos primeiros séculos da nossa era, Ísis encarnou o princípio feminino, fonte mágica de toda a fecundidade e de toda a transformação.

 

Nos painéis de São Vicente sobressaem as cores vermelha e dourada no traje do arcebispo e de outras personagens, estas cores predominam também nas tapeçarias expostas no mesmo piso dedicadas às conquistas africanas de D. Afonso V, simbolizando a glória de um rei e do seu povo.

SwáSthya

Cristina Pires

Discípula de João Camacho, Yôgachárya

 

Powered by Ploneboard
Facebook Like Box
Formação de Qualidade!

Inscreva-se nos nossos cursos!

Mais Informações:

Departamento de Formação e Ensino (Gupta Vidya)

« Maio 2012 »
Maio
Do
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031