Actividades e sat chakra
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A rentrée deste ano lectivo foi especialmente marcada pelo início de um novo Curso de Formação de Instrutores de Yôga, a 18 de Setembro, respondendo assim às solicitações de formação recebidas na Nossa Escola Filosófica.
O dinamismo da equipa do Espaço Cultural permitiu aceitar prontamente dois convites para participação em espectáculos, um a “Noite Romana, Ave Amici” no Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas, outro o “1.º Dia do Budô em Portugal” em Vila Nova de Gaia. Marcámos presença com demonstrações que traduzem a 3ª característica da Nossa Metodologia – o resgate do conceito arcaico de sequências encadeadas sem repetição. No evento de artes marciais, a demonstração de coreografia de ásana e mudrá incluiu também a coreografia primitiva Vírabhadra namaskára.
A actividade juvenil “Prósopon” – vamos personalizar a tua máscara de teatro”, realizada no mesmo museu, encerrou o mês de Setembro.
O mês de Outubro teve como evento central – o Dia do Mestre - que como puderam constatar ao vivo ou pelo programa publicado – foi em rigor o fim-de-semana do Mestre.
Ontem, dia 19, realizou-se o Sat Chakra mensal. O sat chakra é uma prática muito marcante em termos de acção coordenada para reforço da egrégora e efectiva integração dos alunos. O nosso Mestre esclareceu que o sat chakra é uma modalidade de sat sanga (reunião em boa companhia) em círculo. Etimologicamente, sat (ser) é o radical de satya (verdade). O Mestre deu o exemplo de Gandhi que orientou a sua actividade social e política com base na verdade – satyagraha. Ainda na introdução teórica deste sádhana, foi abordado o conceito de darshana (ponto de vista):
Darshana como ponto de vista filosófico do Hinduismo,
Darshana de um Mestre, a visão do Mestre, quem sabe se breve mas certamente muito edificante,
Darshana proporcionado pela shaktí a shiva, como a visão de algo belo, por ex. o seu corpo, uma estátua, uma gravura.
Seguiu-se a prática. O anga mantra caracterizou-se pela modalidade upanshu, que como sabemos sendo mais subtil é mais forte. Ao vocalizar os kirtan doados pelos Mestres em tempos proto-históricos, sincronizámo-nos com eles e honrámo-los. Nos anga seguintes actuámos como vértices de energia brilhando no espaço e atraindo consciências aptas a vibrarem na mesma frequência que a nossa. Neste círculo que também é um ciclo de prosperidade, não faltaram alimentos deliciosos e chá que saboreámos, partilhando “coisas”.
SwáSthya
Cristina Pires
Discípula de João Camacho, Yôgachárya

